Yes - Tales From Topographic Oceans


Este é o álbum mais polêmico e incompreendido do Yes e as opiniões a respeito dele vão de um extremo a outro, tanto pelos fãs quanto pela crítica. Uns dizem que não passa de uma viagem megalomaníaca e desnecessária e que só prova a arrogância dos seus músicos, principalmente Jon Anderson. Já outros consideram este um dos melhores trabalhos do Yes, com as melhores atuações individuais dos músicos e que retrata essencialmente o rock progressivo sinfônico como nenhum outro já fez. O que podemos dizer, de fato, é que ambos são verdadeiros. O disco, de dificílima audição, contêm 4 suítes de 20 e poucos minutos, cada uma ocupando um lado do vinil. O conceito espiritual foi concebido pelo Jon Anderson após ler o livro "Autobiografia de Um Iogue" e contamina tanto a letra quanto o clima das músicas. Alia-se tudo isto ao fato dele ter sido lançado depois da trilogia máxima da banda: The Yes Album, Fragile e Close to the Edge, ou seja, as expectativas para este álbum era muito altas fazendo com que muitos saíssem satisfeitos e muitos ao contrário decepcionados.
O disco abre com a The Revealing Science of God no qual já é deixado bem claro o rumo do disco através das mudanças radicais de andamento, letras enigmáticas e muitos solos de guitarra e teclado.
Na sequência ouvimos The Remembering que é a música mais bela do disco em que o clima medieval e calmo é mantido durante toda a música.
Depois disto temos a The Ancient, a mais experimental do álbum e considerada a pior do disco. Nela predomina uma melodia oriental de audição bem pouco agradável no teclado, bateria e baixo além da guitarra um pouco distorcida. O que salva a música é pequeno trecho acústico totalmente instrumental do Steve Howe executado no final, que acabou se tornando uma das mais conhecidas e tocadas do álbum.
E para fechar temos a Ritual, definitivamente a melhor música do álbum. Extremamente progressiva, nela a banda deixa de lado a individualidade na execução de seus intrumentos e tocam de forma coesa com destaque um pouco maior para o bateirista Alan White, que apesar de não ter a mesma técnica e finesse do Bill Bruford, compensa com força e energia. Além disso o álbum ainda conta com 2 música extras, sobras de estúdio. Sem dúvida uma obra prima.

CD 1
1 - The Revealing Science Of God Dance Of The Dawn
2 - The Remembering High The Memory
3 - The Ancient Giants Under The Sun

CD 2
1 - Ritual Nous Sommes Du Soleil
2 - Dance Of The Dawn (Studio Run-Through) [Extra]
3 - Giants Under The Sun (Studio Run-Through) [Extra]

Download do álbum:
CD 1: http://rapidshare.com/files/121007897/Yes_-_Tales_From_Topographic_Oceans_1.rar

CD 2: http://rapidshare.com/files/121101398/Yes_-_Tales_From_Topographic_Oceans_2.rar

Abraços
RK

2 comentários:

Kmillo13 disse...

é uma álbum antológico!
eu citaria que a trilogia "albun-fragile-close" é na verdade uma pentalogia "albun-fragile-close-tales-relayer"
ficando nesses ábuns o melhor que o yes fez em sua respeitável carreira de 40 anos...
infelizmente a turne de 40 anos foi cancelada pela amsa do anderson...ele não devia ter brincado com os gatos...

Maximiliano disse...

so discordo de uma coisa 3 - The Ancient Giants Under The Sun ser a pior do disco, essa musica é um marco progressivo ela e talvez a mais mal interpretada do disco mas é um marco pra mim por palavras do propio Andersson "Somente o verdadeiro e mais fanatico fã de Yes gostara dessa musica"